Nesta segunda-feira (5), Alexandre de Moraes deu 5 dias para a PF explicar reclamações sobre a prisão de Bolsonaro na sede da corporação em Brasília.
A defesa afirma que o ar-condicionado central, por estar muito próximo, gera ruído e desconforto, comprometendo “tranquilidade, repouso e preservação de saúde”. Os advogados dizem que o ex-presidente passou por cirurgia recente e pedem correções técnicas, como isolamento acústico ou ajustes no equipamento.
Na decisão, Moraes encaminhou o pedido à Polícia Federal e cobrou informações formais sobre as condições do local e as providências adotadas. Até aqui, a determinação não altera o regime de custódia.
A discussão ocorre enquanto a prisão de Bolsonaro segue na Superintendência da PF. Ele cumpre pena após condenação ligada à trama golpista e, nos últimos dias, voltou ao local após ficar internado para procedimento médico; antes disso, a defesa já havia solicitado prisão domiciliar, negada pelo STF.
Com a resposta da PF, Moraes deve avaliar se há necessidade de ajustes no local de custódia, sem revisão automática da pena ou do regime.
Fontes: Veja, CNN Brasil, Associated Press.
