O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou nesta terça-feira (2) as acusações feitas por seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro, que o apontou por suposta adulteração de documentos em investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Tagliaferro, atualmente foragido na Itália, prestou depoimento por videoconferência na Comissão de Segurança Pública do Senado. Ele apresentou documentos alegando que uma petição teve a data alterada em 2022 para dar a impressão de que um relatório técnico havia sido produzido antes de operações de busca e apreensão da PF.
Em resposta, Moraes afirmou que todos os procedimentos foram realizados de forma “oficial e regular” e que a Procuradoria-Geral da República acompanhou as investigações. Segundo sua assessoria, relatórios do Tribunal Superior Eleitoral foram solicitados dentro da competência legal e repassados às autoridades competentes, incluindo a PF e a PGR.
O ministro também ressaltou que os documentos citados pelo ex-assessor integraram inquéritos sobre fake news e milícias digitais, sempre com vistas às partes envolvidas e conforme decisões registradas nos autos. Para Moraes, a denúncia não passa de uma interpretação distorcida dos procedimentos oficiais.
O caso deve ampliar a pressão política em torno das investigações sobre ataques à democracia. No Congresso, senadores oposicionistas usam o depoimento de Tagliaferro para reforçar críticas à atuação do STF, enquanto aliados do governo defendem a legalidade das medidas adotadas.
Os próximos passos dependem da avaliação do Senado e da própria Corte. Caso seja formalizada, a denúncia poderá ser analisada pelo Ministério Público Federal, mas juristas apontam que a existência de registros oficiais reduz as chances de avanço da acusação.
Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, CNN Brasil
