O mundo da moda perdeu um de seus maiores ícones. O estilista italiano Giorgio Armani morreu nesta quinta-feira (4/9), aos 91 anos, segundo comunicado oficial de sua grife.
Nascido em Placência, no norte da Itália, em 1934, Armani iniciou a carreira nos anos 1960 e, em 1975, fundou a própria marca ao lado do parceiro Sergio Galeotti. Com estilo minimalista e refinado, revolucionou a alfaiataria feminina ao romper padrões de gênero e criar peças andróginas, que marcaram época.
Nos anos 1980, expandiu seu império para os Estados Unidos e Ásia, criando linhas como Emporio Armani e Armani Exchange. Mais tarde, lançou perfumes, acessórios e a linha de alta-costura Armani Privé. Ao longo da trajetória, vestiu celebridades como Michelle Pfeiffer, Beyoncé, Lady Gaga, Nicole Kidman e Cristiano Ronaldo.
Além de estilista, Armani foi gestor de negócios, mantendo sua grife fora dos grandes conglomerados de luxo até o fim da vida. O grupo que leva seu nome também atua em hotelaria, gastronomia, decoração e entretenimento. Sua visão de moda rejeitava o fast fashion, defendendo qualidade, exclusividade e atemporalidade.
Ainda não foi anunciado quem sucederá o comando da marca, mas o braço-direito do estilista, Leo Dell’Orco, é apontado como possível sucessor. Armani trabalhou até os últimos dias, reafirmando sua dedicação à moda e ao próprio império que construiu.
Sua morte gerou comoção no mundo fashion e nas redes sociais, onde fãs e personalidades prestaram homenagens a um dos maiores nomes da história da moda.
Fontes: Metrópoles, BBC, Vogue
