sexta-feira, março 6, 2026

Mulher confessa assassinato de adolescente grávida em Cuiabá: “Vi uma oportunidade”

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Nataly Helen Martins, de 25 anos, foi presa em Cuiabá (MT) sob suspeita de matar Emilly Beatriz de Azevedo Sena, uma adolescente de 16 anos grávida de nove meses, para roubar sua bebê. Em depoimento gravado pela polícia, a suspeita confessou o crime e afirmou que viu na vítima uma “oportunidade” de ter mais um filho. O caso chocante, que envolveu o assassinato da jovem e a retirada brutal da criança de seu ventre, tem gerado comoção e indignação.

O Crime

Segundo a investigação, Nataly conheceu Emilly por meio de um grupo de gestantes na internet. Aproveitando-se da confiança da adolescente, ela a atraiu até sua residência com a promessa de doar roupas de bebê. No local, Emilly foi enforcada e teve o abdômen cortado para a retirada da criança. A bebê, que sobreviveu ao ataque, foi resgatada e está internada em um hospital da capital mato-grossense.

Em seu depoimento, Nataly revelou que perdeu um bebê há seis meses, mas manteve a gravidez em segredo dos familiares. “Não falei para ninguém, mas, na verdade, parecia [que eu estava grávida], porque minha barriga cresceu, meus seios tinham leite, era como se eu estivesse [grávida], mas fiz o exame e eu não estava”, declarou. Para sustentar a farsa, ela chegou a postar sobre a suposta gestação nas redes sociais.

Atualizações do Caso

Até as 13h18 desta sábado, 15 de março de 2025, a polícia confirmou que Nataly agiu sozinha no crime, descartando a participação de outros suspeitos inicialmente detidos, como seu marido Christian, seu irmão e seu cunhado, que foram liberados. A bebê, batizada de Liara pela família de Emilly, segue sob cuidados médicos no Hospital Santa Helena e deve ser entregue ao pai e à avó materna nos próximos dias.

A investigação continua em andamento para esclarecer detalhes adicionais, incluindo a origem dos três filhos de Nataly, que passarão por exames de DNA para verificar possíveis irregularidades. A polícia também analisa se há inconsistências no depoimento da suspeita.

Repercussão

O caso expõe a vulnerabilidade de gestantes em comunidades online e reacende debates sobre segurança e proteção às vítimas de crimes violentos. A bebê Liara, único ponto de esperança em meio à tragédia, segue sendo acompanhada de perto, enquanto a família de Emilly busca justiça.

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