A citação ocorre na Operação Sem Desconto e entrou no debate político após a nova fase deflagrada em 18.dez.2025.
Por que o nome apareceu
• Na decisão do STF que autorizou medidas da PF, há menção a conversas e repasses atribuídos ao operador Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”, segundo a investigação). Em um diálogo, ele pede pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger e, ao ser questionado sobre o destinatário, responde: “o filho do rapaz”.
• A PF descreve cinco repasses de R$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) para a empresa dela. Roberta é tratada como peça relevante do núcleo político/financeiro e foi alvo de busca e medidas cautelares. Lulinha não foi alvo da operação e, até aqui, não consta como investigado formalmente nesse inquérito.
O que a defesa diz
• A defesa de Roberta afirma que ela não tem relação com descontos indevidos do INSS e sustenta que as tratativas com o grupo seriam de consultoria/regulação no setor de canabidiol.
• Sobre Lulinha: até o momento, não houve nota oficial dele. Um representante citado em reportagens diz que ele não é alvo e que as menções registradas na investigação seriam “absolutórias”.
O que o governo diz
• Lula afirmou que a apuração partiu do governo e que “se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, defendendo investigação “com seriedade”.
O que a oposição diz
• Parlamentares têm usado a citação para pedir novas convocações na CPMI do INSS e acusar a base governista de tentar evitar desgaste ao governo. Aliados governistas rebatem dizendo que não há prova apresentada e que o foco deve permanecer nos responsáveis pelo esquema.
As investigações seguem em andamento e ninguém pode ser considerado culpado até decisão final da Justiça.
Fontes: Correio Braziliense, Estado de Minas, Agência FolhaPress
