Um teste genético que antes podia levar anos para virar resposta vai entrar na rotina do SUS — e a promessa é encurtar a espera de até 7 anos para cerca de 6 meses.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (26) a incorporação do Sequenciamento Completo do Exoma, tecnologia que “lê” partes do DNA mais ligadas a doenças. A meta é atender até 20 mil demandas por ano e cobrir 100% da procura estimada na rede pública.
Na rede privada, o exame pode custar até R$ 5 mil. No SUS, o acesso deve ocorrer por encaminhamento em serviços habilitados para doenças raras, geralmente após avaliação clínica e exames iniciais. O governo informou investimento anual de R$ 26 milhões e ampliação de unidades entre março e abril, com operação plena prevista até o fim de 2026.
A aposta é cortar a peregrinação de famílias entre consultas e acelerar o início de cuidados e tratamentos quando houver indicação.
O Ministério da Saúde e a rede de serviços habilitados organizam o fluxo de encaminhamento para iniciar a oferta do exame no país.
Fontes: Ministério da Saúde; Agência Brasil; Fiocruz.
