Mesmo quando o gelo é industrializado e certificado, o risco de contaminação continua alto — especialmente no verão, quando caixas térmicas se tornam ponto de encontro em praias, clubes e festas. O problema não está só no gelo, mas no manuseio incorreto e na falta de higiene.
Muitos colocam latas e garrafas sujas diretamente sobre os cubos, sem perceber que esses objetos passam por superfícies contaminadas — banheiros, areia, mesas compartilhadas. Mesmo com mãos limpas, o risco se mantém, já que caixas térmicas costumam ser de uso coletivo, aumentando a chance de contato com bactérias como E. coli e Salmonella.
👉 Como reduzir os riscos:
• Lave as mãos antes de manusear o gelo.
• Nunca misture gelo de bebidas com o usado para resfriar latas e garrafas.
• Higienize a caixa térmica antes e depois do uso com detergente e cloro diluído.
• Use pegadores limpos — nunca as mãos.
• Descarte o gelo que já entrou em contato com objetos ou bebidas.
• Mantenha o recipiente tampado e à sombra.
Esses cuidados simples podem evitar infecções gastrointestinais e garantir que o gelo cumpra apenas o papel de manter a bebida gelada — e não de estragar o dia.
Fontes: Fiocruz, Anvisa, Sociedade Brasileira de Infectologia
