Um estudo brasileiro em ratos sugere que o uso prolongado de omeprazol e outros inibidores da bomba de prótons pode alterar minerais ligados a anemia e saúde óssea — e reacende o debate sobre uso sem acompanhamento.
Pesquisadores da Unifesp e da FMABC observaram, após 10, 30 e 60 dias de uso contínuo, queda de ferro no sangue e aumento de cálcio circulante, além de mudanças na distribuição de minerais no organismo. A hipótese é que o remédio, ao reduzir a acidez do estômago, dificulte a absorção de nutrientes que dependem desse meio.
Os autores destacam que o achado é preliminar e em animais: não prova o mesmo efeito em humanos, mas reforça cautela com tratamentos longos e “por conta própria”. Se azia e refluxo persistirem, a orientação é buscar avaliação médica, em vez de renovar o uso por meses.
Em novembro, a Anvisa passou a permitir omeprazol 20 mg sem receita em embalagens de 7 ou 14 cápsulas, com indicação para sintomas leves e limite de até 14 dias. A agência diz que a regra busca estimular o uso responsável e a procura por médico quando houver recorrência.
Fontes: Agência FAPESP, ACS Omega, Anvisa.
