Uma nova forma do vírus da Mpox entrou no radar da OMS: ela surgiu da mistura genética entre duas linhagens e já apareceu em dois países, mas sem mudança no risco para a população geral.
Segundo a organização, foram documentados dois casos: um no Reino Unido (detectado em dez.2025) e outro na Índia (identificado em jan.2026, a partir de amostra coletada em set.2025). Em ambos, houve quadro clínico semelhante ao já visto em outras clades e sem evolução grave, com rastreamento de contatos sem confirmação de transmissão secundária.
A OMS explica que a recombinação pode ocorrer quando duas variantes relacionadas infectam a mesma pessoa e trocam material genético. A semelhança entre os genomas indica uma origem comum e sugere que pode haver mais casos não detectados, especialmente onde o sequenciamento ainda é limitado.
A avaliação de risco da OMS permanece inalterada: baixo para a população geral sem fatores específicos e moderado em grupos com maior exposição. A recomendação é manter vigilância, notificação rápida e sequenciamento genômico em parte das amostras para identificar eventuais mudanças de circulação.
Agora, o foco é ampliar a detecção por sequenciamento e monitorar se surgem novos registros ligados à mesma cepa, com atualização de orientações caso apareçam sinais de maior transmissibilidade ou gravidade.
Fontes: OMS (Disease Outbreak News); UKHSA; ONU (noticiário de saúde).
