A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira (30.out.2025) a Operação Césio 171, que cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra advogados, um médico e um engenheiro suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes em benefícios destinados a vítimas do acidente com o césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987.
Segundo as investigações, o grupo teria falsificado documentos, relatórios médicos e laudos técnicos para obter isenções ilegais de imposto de renda sob o argumento de exposição à radiação. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 79 milhões, sendo R$ 1,7 milhão já comprovado como dano efetivo aos cofres públicos.
As ordens judiciais foram cumpridas na Região Metropolitana de Goiânia, com sete mandados de busca e cinco de prisão temporária. A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do grupo Garra, com apoio da Secretaria Estadual de Saúde.
O caso é uma continuação da Operação Fraude Radioativa, iniciada em 2023, que revelou um esquema de uso de documentos falsos para acionar judicialmente o Estado em nome de servidores militares e civis. A nova fase ampliou as suspeitas e identificou profissionais que intermediavam os processos fraudulentos.
O Crea-GO informou que abriu apuração interna e colaborará com as investigações. A OAB-GO e o Conselho Regional de Medicina (Cremego) também acompanham o caso, aguardando a identificação oficial dos envolvidos.
O acidente com o césio-137, ocorrido há 38 anos, é considerado o maior desastre radiológico do mundo fora de uma usina nuclear, com 249 pessoas contaminadas e quatro mort3s confirmadas.
Fontes: Polícia Civil de Goiás, O Popular, Agência Brasil.
