Circula em Brasília a versão de que haveria um pedido de prisão em andamento contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Até aqui, porém, o que está confirmado de forma pública é bem mais limitado: há investigação com quebra de sigilos autorizada pelo STF, houve um pedido de prisão apresentado em janeiro por um advogado particular ao ministro André Mendonça, e surgiram relatos de bastidor sobre uma discussão interna na PF. Não apareceu, até o momento, confirmação oficial de um pedido formal de prisão feito pela própria Polícia Federal ou pelo Ministério Público.
O que existe de documentado com clareza é a frente investigativa sobre supostas conexões de Lulinha com o caso do INSS. A PF pediu a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, e André Mendonça autorizou a medida. A defesa reagiu no Supremo e afirmou que ele se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. A própria CNN informou também que, até a semana passada, não havia inquérito aberto contra ele.
A parte que alimenta o rumor da prisão vem de dois movimentos diferentes. O primeiro é concreto, mas não parte das autoridades de investigação: em 13 de janeiro, o advogado Jeffrey Chiquini protocolou no STF um pedido de prisão preventiva contra Lulinha.
O segundo movimento é mais nebuloso. Reportagens reproduzidas por jornais e blogs indicam que existe, dentro da PF, debate sobre a possibilidade de pedir a prisão. Mas a própria apuração reproduzida por veículos que publicaram esse conteúdo ressalta que, por causa do sigilo do caso, “não é possível saber oficialmente” se esse pedido foi efetivamente apresentado ao STF. Em outras palavras: há relato de bastidor, não confirmação formal.
Até o momento, portanto, a afirmação de que existe um pedido de prisão “em andamento” só procede de maneira parcial e com ressalvas.
Fontes: STF, CNN Brasil, Poder360
