A rodada Genial/Quaest divulgada em 16.dez.2025 virou munição política para Flávio Bolsonaro sustentar a pré-candidatura e enfrentar núcleos que apontavam Tarcísio de Freitas ou Michelle Bolsonaro como alternativas mais fortes.
No cenário de 1º turno em que Tarcísio aparece na mesma lista, Lula marca 41%, Flávio 23% e Tarcísio 10%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 11 e 14.dez, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Para o PL e a base mais fiel de Jair Bolsonaro, o dado ajuda a manter o projeto “em pé” e enfraquece a pressão por troca de nome no curto prazo.
O recorte, porém, tem limite: nas simulações de 2º turno, Lula venceria Flávio por 46% a 36% e derrotaria Tarcísio por 45% a 35%. Na prática, a pesquisa contraria a tese de parte do Centrão de que Flávio seria automaticamente mais fraco do que Tarcísio, mas não entrega a virada contra Lula na etapa decisiva.
Com isso, a briga muda de patamar. Em vez de “quem existe”, a pergunta passa a ser “quem cresce”. Flávio tenta se apresentar como instrumento de unidade: reafirma a candidatura como “irreversível”, busca costurar apoios e repete que, se a direita não se unificar no 1º turno, precisa convergir no 2º.
Do outro lado, lideranças que preferiam Tarcísio ou Michelle tendem a cobrar sinais de amplitude — alianças, agenda econômica e capacidade de falar com o eleitor fora do bolsonarismo.
A fotografia da Quaest não resolve 2026, mas altera o cálculo: dá oxigênio a Flávio e empurra a disputa interna para critérios mensuráveis — rejeição, alianças e expansão eleitoral.
Fontes: Genial/Quaest, Reuters, CNN Brasil.
