A 3ª fase da Operação Compliance Zero subiu o tom do caso Banco Master: além de fraudes e dinheiro, a PF levou ao STF a tese de que o grupo investigado operava com coação e grave ameaça contra “desafetos”, com resposta “rápida” e “premeditada”, descrita no relatório como uma espécie de milícia privada.
O ponto mais forte da “rede de influência” é o pacote de medidas autorizado: 4 prisões preventivas, 15 buscas, afastamento de cargos públicos e sequestro/bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões, com apoio do Banco Central. Esse conjunto costuma aparecer quando investigadores sustentam risco de destruição de provas, circulação de ativos e capacidade de interferir no andamento do inquérito.
No núcleo das “ameaças”, o que pesa é o caráter organizado. A PF não trata como troca de farpas: fala em intimidação reiterada, com coação e grave ameaça, para impor medo e silenciar críticos. Reportagens citam que o relatório menciona alvos do círculo de “desafetos”, incluindo jornalistas, e que a dinâmica seria de “recado” executado com rapidez.
Já o núcleo operacional da fase explica por que o inquérito inclui invasão de dispositivos informáticos: a suspeita é de uso de acesso ilegal a celulares e sistemas para obter informação, antecipar movimentos e ampliar poder de pressão — além de corrupção e lavagem de dinheiro, que dão lastro financeiro à engrenagem.
A investigação agora mira dois pontos objetivos: quem compunha essa estrutura, quais cargos públicos foram usados como proteção e de que forma a engrenagem de coação se conectava ao fluxo de dinheiro do caso Master.
Fontes: Polícia Federal; Agência Brasil; InvestNews
