O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), dividiu opiniões ao anunciar nas redes sociais a escolha da Fundação Getúlio Vargas (FGV) como banca do concurso público de 2025. Em um vídeo, ele aparece sendo interrogado por um homem encapuzado, em cena que especialistas e internautas compararam a uma “apologia à violência”.
Peixoto justificou que foi uma estratégia de humor para divulgar o certame e disse ser contra qualquer ato que remeta à tortura. Ainda assim, a repercussão foi negativa. O Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública classificou o vídeo como de “extrema infelicidade”, enquanto usuários nas redes criticaram o tom da peça.
Esse tipo de comunicação inusitada não é exclusivo de Peixoto. Outros políticos também recorrem a formatos ousados para viralizar na internet, como o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), que já apareceu em vídeos encenando situações humorísticas e até dublagens para anunciar obras e programas sociais. A estratégia busca engajar o público, mas frequentemente divide opiniões entre eleitores que veem inovação e aqueles que consideram excesso de espetáculo.
O concurso da Alego prevê mais de 100 vagas em cargos de nível médio e superior, com salários entre R$ 7 mil e R$ 14 mil. Entre as funções já confirmadas estão policiais legislativo, engenheiro, advogado, economista, contador e administrador. O edital será publicado após a assinatura do contrato com a FGV.
Essa será a primeira seleção pública da Casa sob a atual gestão, marcando o retorno dos concursos desde 2018. A expectativa é de forte concorrência, dada a oferta salarial e a estabilidade.
Fontes: O Popular, G1
