A licença parlamentar de 120 dias do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chega ao fim neste domingo (20).
Caso não retorne ao Brasil, ele começará a acumular faltas não justificadas nas sessões da Câmara dos Deputados. Pela regra, a ausência em mais de um terço das sessões pode levar à perda do mandato.
Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março, justificou o afastamento por “interesses pessoais” e “tratamento de saúde”.
Na época, publicou um vídeo afirmando que permaneceria nos EUA para articulação política e para “buscar sanções a violadores de direitos humanos”.
Em entrevista à CNN nesta semana, o deputado disse estar disposto a “sacrificar” o mandato para continuar atuando a partir dos Estados Unidos. “Não vejo clima para retornar ao Brasil e ser preso”, afirmou.
O suplente de Eduardo, Missionário José Olímpio (PL-SP), foi convocado em março e declarou que, caso assuma em definitivo, manterá as mesmas pautas, ressaltando a proximidade com a família Bolsonaro e os “valores cristãos e familiares”.
Aliados do deputado também avaliam que o retorno ao Brasil, neste momento, não seria adequado, sobretudo após a operação da Polícia Federal que impôs restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com o filho.
Em declaração, Jair Bolsonaro disse acreditar que o filho não voltará ao país para evitar prisão e sugeriu que ele pode se tornar cidadão americano. “É um garoto inteligente, tem bom relacionamento com o governo americano e acredito que não volta enquanto Alexandre de Moraes tiver poder de prender quem ele quiser”, afirmou.
Fontes: Câmara dos Deputados, CNN Brasil, TSE.
