O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias nesta quinta-feira (6.nov.2025), por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). A medida ocorreu durante nova fase da Operação Cópia e Cola, conduzida pela Polícia Federal, que apura supostas fraudes e desvios de recursos públicos em contratos da área da saúde.
A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas, entre elas a do empresário Marco Silva Mott, apontado como lobista e suspeito de lavagem de dinheiro em contratos da prefeitura. Segundo os investigadores, foram identificadas movimentações financeiras e vínculos entre empresas e gestores ligados a organizações sociais contratadas para administrar serviços de saúde no município.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens de alguns investigados, totalizando cerca de R$ 6,5 milhões. A operação é um desdobramento da etapa iniciada em abril deste ano, que já havia revelado indícios de atuação de uma organização criminosa responsável por fraudar licitações e desviar verbas públicas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Manga — que estava em agenda em Brasília — afirmou ter sido afastado “por motivação política” e alegou ser alvo de perseguição em razão de sua visibilidade e de possíveis planos eleitorais. O prefeito negou qualquer envolvimento em irregularidades.
A defesa de Marco Mott classificou a prisão como “baseada em conjecturas” e afirmou que o empresário sempre colaborou com as autoridades. A Câmara Municipal foi notificada sobre o afastamento e aguarda posicionamento oficial da Justiça Federal.
As investigações seguem sob sigilo, e todos os envolvidos devem ser ouvidos nas próximas semanas. Ninguém pode ser considerado culpado até decisão final da Justiça.
Fontes: Polícia Federal, TRF-3, G1 Sorocaba, Agência Brasil.
