A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro atribuiu um episódio de confusão mental e alucinações ao uso de pregabalina e sertralina, dois medicamentos de uso controlado. O caso levantou dúvidas sobre a segurança desses remédios.
A pregabalina é usada no tratamento de dor neuropática, epilepsia, fibromialgia e transtorno de ansiedade generalizada. A sertralina é um antidepressivo indicado para depressão, transtornos de ansiedade, TOC e TEPT. Em ambos os casos, o uso deve ser sempre orientado por médico.
De acordo com bulas e revisões médicas, tanto pregabalina quanto sertralina podem, em situações raras, estar associadas a confusão, alteração de percepção e até alucinações.
Esses efeitos são descritos como incomuns e atingem uma pequena parcela dos pacientes, em geral em doses mais altas ou em combinação com outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
Para a maioria das pessoas, os efeitos colaterais mais comuns envolvem sonolência, tontura, náusea, alterações de apetite e ganho de peso. O risco aumenta quando há automedicação, mistura com álcool ou ajustes de dose sem orientação profissional.
Médicos ouvidos pela imprensa reforçam que qualquer sintoma como agitação intensa, ideias persecutórias, perda de contato com a realidade ou alucinações exige atendimento imediato.
A conduta pode incluir reduzir a dose, trocar o remédio ou suspender o uso de forma gradual — sempre sob supervisão médica. O episódio envolvendo Bolsonaro segue em avaliação pelos profissionais responsáveis.
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Em caso de dúvida ou efeito adverso, a orientação é procurar um serviço de saúde.
Fontes: CNN Brasil, Poder360, MedlinePlus.
