Pressão alta (hipertensão) pode atacar os rins em silêncio — e, quando o rim adoece, controlar a pressão alta fica mais difícil. Esse “ciclo” aumenta o risco de infarto e AVC.
Os rins filtram o sangue por vasos muito finos. Com a pressão alta por muito tempo, esses vasos podem endurecer e se estreitar, reduzindo a filtragem e abrindo caminho para doença renal crônica. Muitas vezes, o problema só aparece em exames: creatinina alterada e proteína na urina.
Quando a função renal cai, o corpo tende a reter sal e líquidos e ativar hormônios que elevam ainda mais a pressão. É por isso que pressão alta resistente (mesmo com vários remédios) deve acender alerta para checar os rins.
Para se proteger: medir a pressão com regularidade, fazer exames de sangue e urina, reduzir o sal (o Ministério da Saúde recomenda no máximo 3 g/dia), manter peso, atividade física e não fumar. Se houver diabetes, proteína na urina ou pressão difícil de controlar, o acompanhamento médico precisa ser mais próximo.
Cuidar da pressão alta é também cuidar dos rins — e agir cedo é o que mais evita perda irreversível de função.
Fontes: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (SBC/SBH/SBN), Ministério da Saúde, KDIGO, American Heart Association.
