Nesta quarta-feira (18), o mercado começou a trabalhar com um cenário mais favorável para o café em 2026 — e isso tende a tirar parte da pressão do preço da bebida no varejo, ainda que com atraso.
A Conab estimou a safra de 2026 em 66,2 milhões de sacas, alta de 17,1% sobre o ciclo anterior, puxada por bienalidade positiva e aumento de área em produção. Com mais oferta projetada, o preço no campo e nos indicadores de referência já dá sinais de acomodação.
Na prática, o Cepea registrou queda nas cotações do arábica no início de 2026, associando o movimento ao “cenário produtivo mais positivo” e ao clima mais favorável em regiões produtoras. Quando o grão recua na origem, a tendência é aliviar custos de torrefação — mas o repasse ao consumidor costuma ser gradual.
Por que o café do supermercado pode demorar a cair? Porque entram estoque comprado mais caro, contratos, custos de embalagem e transporte, além do câmbio (importante para exportação e formação de preço). Ainda assim, se a safra confirmar o volume e o clima não piorar, a pressão diminui no segundo trimestre.
Próximo passo: acompanhar os próximos levantamentos da Conab e a velocidade do repasse das torrefadoras para o varejo nas próximas semanas.
Fontes: Conab; Agência Brasil; Cepea/Esalq.
