Aos 70 anos, Jair Bolsonaro enfrenta um quadro de saúde cada vez mais delicado, marcado por sequelas da facada sofrida em 2018 e por doenças crônicas que se agravaram nos últimos anos. O histórico médico, frequentemente citado por sua defesa, ganhou destaque às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em que ele pode ser condenado por participação em tentativa de golpe.
Entre as principais condições relatadas estão distúrbios gastrointestinais persistentes, como esofagite com erosões, gastrite e refluxo gastroesofágico. As cirurgias abdominais realizadas após o atentado também resultaram em crises recorrentes de soluços e vômitos, além de complicações respiratórias e cardiovasculares. O ex-presidente já foi diagnosticado com hipertensão arterial, aterosclerose nas carótidas e coronárias, além de dislipidemia.
Nos últimos anos, boletins médicos também registraram episódios de infecções pulmonares, risco de bronco aspiração e necessidade de tratamento dermatológico para retirada de pintas e lesões suspeitas. Além dos impactos físicos, relatos médicos e de familiares mencionam períodos de instabilidade emocional e episódios de dispneia (falta de ar) em momentos de forte estresse.
Especialistas consultados avaliam que a somatória dos problemas de saúde pode ser usada pela defesa de Bolsonaro como argumento em pedidos de prisão domiciliar, caso o STF determine sua condenação. A estratégia jurídica se apoia em recomendações médicas de repouso prolongado, dieta controlada e limitação da agenda pública.
O histórico clínico de Bolsonaro inclui mais de uma dezena de procedimentos cirúrgicos desde 2018, a maioria relacionada a complicações intestinais e à reconstrução da parede abdominal. Atualmente, ele segue em tratamento contínuo com medicamentos e acompanhamento multidisciplinar, enquanto seu futuro político e jurídico é definido nos tribunais.
Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo, O Globo
