A reestruturação da dívida da Raízen virou tema central no setor: por trás do etanol, há uma empresa que também sustenta parte da logística de combustíveis do país.
A Raízen é uma joint venture de Cosan e Shell. No agro, ela é uma das maiores operadoras de cana do Brasil: transforma cana em etanol, açúcar e bioenergia e, ao mesmo tempo, opera a distribuição de combustíveis com a marca Shell em uma rede ampla de postos e bases.
O que colocou a companhia no foco agora é o tamanho do aperto financeiro. No balanço do 3º tri da safra 2025/26, a empresa reportou prejuízo de R$ 15,6 bilhões e dívida líquida de R$ 55,3 bilhões, com alavancagem em 5,3x EBITDA, além de citar “incerteza significativa” ligada à continuidade operacional.
Segundo relatos de mercado, credores resistem a propostas que envolvam fatiar o grupo para viabilizar a recapitalização, enquanto acionistas e assessores discutem injeção de capital, venda de ativos e possíveis trocas de dívida por ações. Como a Raízen está no coração do etanol e da distribuição, qualquer atraso tende a bater em investimento, crédito e na cadeia do combustível e da cana.
Credores e controladores avaliam as alternativas e devem definir, nas próximas rodadas, o formato do reforço de caixa e da reestruturação do passivo.
Fontes: Reuters; Financial Times; Raízen
