Ratinho voltou a se manifestar sobre Erika Hilton e decidiu manter publicamente a linha de argumento que já havia provocado forte reação política e jurídica.
Depois da primeira fala no SBT sobre a presidência da deputada na Comissão da Mulher da Câmara, o apresentador reafirmou que, na visão dele, existem diferenças biológicas entre homens e mulheres e negou ter intenção de ofender a parlamentar.
A nova manifestação veio em meio ao processo anunciado por Erika e ao desgaste aberto dentro e fora da emissora.
A crise começou quando Ratinho comentou no ar a eleição de Erika para comandar a comissão e afirmou que ela “não é uma mulher”, além de associar a definição de mulher à existência de útero.
A fala foi classificada como transfóbica por Erika Hilton, que anunciou ação judicial, pedido de investigação e indenização de R$ 10 milhões, com destinação às mulheres vítimas de violência.
O Ministério das Comunicações informou que vai analisar a representação apresentada pela deputada.
Na tentativa de conter o dano, o SBT divulgou nota dizendo que a declaração de Ratinho não condiz com a posição institucional da emissora e que o caso seria tratado internamente.
A polêmica, porém, continuou crescendo depois da conversa entre Erika Hilton e Daniela Beyruti, presidente do SBT. Houve ruído inicial sobre quem tomou a iniciativa do contato, mas a existência da conversa foi confirmada, com versões diferentes sobre a origem da ligação.
O episódio já ultrapassou o campo do entretenimento e entrou de vez no terreno político, jurídico e institucional. Ratinho segue no ar, mas a fala reacendeu o debate sobre limites da opinião na televisão aberta, responsabilidade de emissoras e o peso de declarações sobre identidade de gênero em programas de grande alcance.
Fontes: NaTelinha; Terra; Metrópoles
