A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg põe um dado no centro do tabuleiro: os dois nomes mais fortes da polarização também carregam os maiores índices de “não votaria de jeito nenhum”. Lula aparece com 48,2% de rejeição e Flávio Bolsonaro com 46,4% — números que, na prática, viram teto e reduzem a margem de crescimento na campanha.
Em cenário assim, a eleição tende a virar disputa de centímetros: a pesquisa mostra Lula e Flávio tecnicamente empatados num eventual 2º turno (46,2% x 46,3%). Quando os dois lados têm resistência alta, o resultado passa a depender de migrações pequenas, voto defensivo e da capacidade de evitar desgaste na reta final.
É aí que entra a parte menos romantizada da política: com rejeições perto de 50%, cada “erro não forçado” pesa mais do que um acerto comum. Crítica mal respondida, ruído de bastidor, frase atravessada e, sobretudo, militância fora de controle podem custar caro — porque não sobra colchão para absorver tropeços na famosa “boca da urna”.
A pesquisa ouviu 4.986 eleitores, de 19 a 24.fev, com margem de erro de 1 ponto percentual.
Fontes: AtlasIntel/Bloomberg; Reuters; CNN Brasil.
