Quatro dos dez medicamentos genéricos mais vendidos no Brasil são indicados para tratar hipertensão, doença que atinge 30% da população e mais de 60% dos idosos. O dado é da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), em levantamento obtido pelo g1.
A losartana lidera a lista, seguida por hidroclorotiazida, atenolol e enalapril. Também figuram simvastatina (colesterol), dipirona (analgésico), simeticona (anti-gases), nimesulida (anti-inflamatório) e dois medicamentos para disfunção erétil: tadalafila e sildenafila.
Especialistas apontam que o alto consumo reflete hábitos alimentares ruins, sedentarismo e automedicação. “A hipertensão é silenciosa e só dá sinais quando já causou danos ao coração, rins ou cérebro”, alerta Carlos Rassi, do Sírio-Libanês.
A venda de tadalafila cresceu 20 vezes em 10 anos, indicando uso recreativo entre jovens, o que pode causar dependência psicológica e riscos cardiovasculares. Já a nimesulida, proibida em países como EUA e França, segue amplamente usada no Brasil, apesar de riscos aos rins.
Para Henrique Tada, presidente da Alanac, os genéricos continuam sendo “opções seguras e acessíveis para tratar doenças crônicas”.
