Ontem (quinta-feira, 12), uma reportagem atribuiu falas literais de ministros em uma reunião reservada do STF sobre o Banco Master — e o efeito imediato foi piorar o clima interno e elevar a desconfiança na Corte.
Segundo o Poder360, trechos em aspas foram associados a ministros em meio ao debate sobre a permanência de Dias Toffoli na relatoria. Parte das frases trata a crise como “política” e critica o material levado pela PF, enquanto outras defendem “institucionalidade” e tentam conter o desgaste público.
O problema não é só o conteúdo. É o recado: quando uma conversa de portas fechadas aparece “no detalhe”, a suspeita de vazamento vira mais um capítulo do caso, deslocando o foco das provas e empurrando o STF para a arena da opinião pública.
Na prática, isso encurta a margem de manobra de quem conduz o processo: cada decisão passa a ser lida como reação a pressão, e não como rito. Com Toffoli fora e André Mendonça sorteado relator, a troca tenta baixar a temperatura — mas o vazamento mantém o termômetro alto.
Agora, o próximo passo é o novo relator definir o acesso às provas e o ritmo das diligências, enquanto o STF tenta estancar a sangria interna sobre quem falou — e quem levou a reunião para fora.
Fontes: Poder360; Reuters; STF.
