sexta-feira, março 6, 2026

Rotina extrema: O estresse e o risco dos policiais do Rio de Janeiro

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A rotina dos policiais do Rio de Janeiro é marcada por enfrentamentos diários com facções fortemente armadas, ruas estreitas, barricadas e áreas de difícil acesso. Esse cenário, típico das comunidades cariocas, impõe um nível de estresse ocupacional comparável ao de zonas de guerra.

Levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) aponta que, em 2024, 12 policiais morreram em serviço e outros 43 foram mortos durante a folga. Pesquisas sobre saúde mental nas forças de segurança revelam que 16,9% dos policiais militares fluminenses apresentam transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) completo, enquanto 26,7% sofrem sintomas parciais da doença.

Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica ainda uma redução de cerca de 7% no efetivo da PM entre 2013 e 2023. No Rio, há déficit estrutural e sobrecarga de trabalho, o que agrava o desgaste psicológico e físico dos agentes. Relatos de profissionais ativos e aposentados apontam falta de apoio psicológico e pressão constante para atuar em áreas dominadas por facções.

Apesar de não existirem dados consolidados sobre abandono de carreira, especialistas afirmam que a soma de estresse, risco extremo e baixos salários tem levado um número crescente de policiais a pedir exoneração ou afastamento médico.

Organizações civis e pesquisadores defendem a criação de programas permanentes de suporte psicológico, protocolos de redução de estresse e valorização profissional para reduzir os impactos da violência sobre quem a enfrenta diariamente.

Fontes: Agência Brasil, Instituto de Segurança Pública (RJ), Fórum Brasileiro de Segurança Pública, IJERPH.

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