Trump disse que “agora é a hora” de os EUA terem “controle total” da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. A Europa tenta conter a escalada e prepara resposta.
Em carta ao premiê da Noruega, Jonas Gahr Støre, nesta segunda-feira (19), o presidente americano escreveu que “não se sente mais obrigado a pensar apenas na paz”, após não receber o Nobel da Paz de 2025, concedido à venezuelana María Corina Machado. No mesmo texto, voltou a questionar a soberania dinamarquesa e citou “ameaça russa e chinesa” no Ártico.
A pressão inclui tarifas: Trump anunciou imposto de 10% a importações de oito países europeus a partir de 1º.fev.2026, com aumento para 25% em 1º.jun.2026, condicionando o recuo a um acordo para a compra da Groenlândia. Ministros europeus rechaçaram “chantagem” e a União Europeia discute um pacote de retaliação e o uso do instrumento anti-coerção do bloco.
Até aqui, não há ato formal que altere o status da Groenlândia, e o tema segue no campo diplomático. A disputa testa a relação transatlântica em torno de soberania, comércio e segurança no Ártico.
Fontes: Reuters, Associated Press, Financial Times.
