A Starbucks planeja encolher presença em grandes centros urbanos e fala em fechar cerca de 400 unidades, com impacto maior em áreas metropolitanas como Nova York, Los Angeles e Chicago, segundo reportagem distribuída pela CNN Newsource nesta segunda-feira (29).
O movimento está conectado ao pacote de reestruturação estimado em US$ 1 bilhão e ao plano “Back to Starbucks”, sob o CEO Brian Niccol. Em comunicado interno, a empresa afirma que fará cortes em lojas onde não consegue entregar o padrão de experiência (ambiente) ou não vê caminho de desempenho financeiro, ao mesmo tempo em que promete investir na melhora do atendimento e do modelo de cafeteria.
Na prática, a Starbucks tenta corrigir o “excesso de densidade” em pontos caros e saturados. A própria empresa projeta terminar o ciclo com quase 18,3 mil lojas (EUA+Canadá) e planeja revitalizar mais de 1.000 unidades nos próximos 12 meses. Já a reportagem da CNN Newsource cita que Nova York já viu o fechamento de dezenas de lojas, com 42 unidades mencionadas no recorte local.
Este é um recado do varejo para 2026: “estar em todo lugar” não garante força de marca quando custo sobe e o fluxo muda (home office e competição local). A aposta agora é menos pontos, mais qualidade, com risco calculado de perder território para redes rivais e cafeterias independentes — e a chance de recuperar o papel de “terceiro lugar” fora de casa.
Fontes: Starbucks (comunicado, 25.set.2025); Reuters; CNN
