Os Estados Unidos enfrentam um dos piores surtos de sarampo desde 1992. Até esta sexta-feira (7), foram confirmados 1.168 casos da doença em 33 estados, segundo dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). O número quadruplicou em relação a 2024, que registrou 285 casos, e deve superar o pico recente de 1.274 casos, registrado em 2019.
A maioria dos casos — 95% — ocorre entre pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido. Entre os infectados, apenas 3% haviam tomado as duas doses recomendadas da vacina tríplice viral (MMR). O CDC aponta que uma dose oferece 93% de proteção contra o sarampo, enquanto duas doses elevam a eficácia para 97%.
O surto é mais grave no Texas, com 742 casos neste ano, incluindo quase 100 internações. O estado também confirmou duas mortes de crianças em idade escolar, ambas não vacinadas e sem comorbidades. Um terceiro óbito foi registrado no Novo México, também entre não vacinados.
A queda na cobertura vacinal tem preocupado as autoridades. Na rede pública americana, 92,7% das crianças do jardim de infância foram vacinadas em 2023-2024 — abaixo dos 95,2% registrados antes da pandemia de COVID-19.
No Brasil, a vacina MMR (tríplice viral) também é oferecida gratuitamente pelo SUS. A cobertura vacinal ideal é de 95%, mas o país também enfrenta quedas nos índices, o que exige atenção diante do risco de reintrodução da doença.
Fontes: CDC, Texas Department of State Health Services, New Mexico Department of Health, AP
