A corrida pelo governo de Minas entrou em modo “pré-campanha real”: Zema prepara a saída do cargo em março, a direita se fragmenta e o Planalto pressiona por um nome competitivo no segundo maior colégio eleitoral do país.
No campo governista, Mateus Simões (PSD), vice de Romeu Zema, é tratado como herdeiro natural do projeto e trabalha para unificar a direita em torno do próprio nome. O problema é o PL: nos últimos dias, Nikolas Ferreira negou que exista acordo para apoiar Simões, sinalizando que a decisão do partido ainda está aberta.
Do outro lado, Rodrigo Pacheco (PSD) voltou ao centro das conversas depois de movimentos do governo Lula para convencê-lo a disputar o Palácio Tiradentes. Bastidores em BH e Brasília apontam que o senador admite a candidatura, mas a definição ainda depende de costuras partidárias e do desenho do palanque nacional em Minas.
Já Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue como um nome com apelo popular e presença forte nas redes. Nas últimas semanas, aliados disseram que ele “pausou” conversas políticas por motivos pessoais, mas que não retirou a hipótese de concorrer — mantendo o fator imprevisibilidade na direita.
Entre os conflitos mais comentados no estado, três chamam atenção: 1) a disputa pelo comando do campo conservador (Simões x PL x Cleitinho), 2) a tentativa do Planalto de evitar uma candidatura frágil em Minas, e 3) o ruído com prefeitos e lideranças municipais — que expõe a briga por bases locais e capilaridade, decisiva na eleição mineira.
Nos próximos dias, Zema deixa o cargo, Simões tende a assumir o governo e ganhar vitrine institucional, enquanto Pacheco e o PL devem acelerar decisões para não chegar atrasados ao calendário das alianças.
Fontes: O Tempo; Rádio Itatiaia; Estado de Minas.
