Arquivo de deficiência visual - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/deficiencia-visual/ Seu portal de notícias de Goiás Fri, 23 Oct 2026 19:10:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://dia1brasil.com.br/wp-content/uploads/2024/03/cropped-D1-32x32.webp Arquivo de deficiência visual - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/deficiencia-visual/ 32 32 Escolas especiais em Cuba enfrentam desafios para se manter abertas durante crise https://dia1brasil.com.br/escolas-especiais-em-cuba-enfrentam-desafios-para-se-manter-abertas-durante-crise/ https://dia1brasil.com.br/escolas-especiais-em-cuba-enfrentam-desafios-para-se-manter-abertas-durante-crise/#respond Fri, 23 Oct 2026 19:10:18 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=10212 Escolas especiais em Cuba se adaptam a dificuldades para manter aulas e atender alunos com deficiência visual durante a crise. A Escola Especial Abel Santamaría, localizada em Havana, é um exemplo do comprometimento de Cuba com a educação de alunos com deficiência. Yarnelys Bec Abalela, que chegou à escola aos três anos devido a uma […]

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Escolas especiais em Cuba se adaptam a dificuldades para manter aulas e atender alunos com deficiência visual durante a crise.

A Escola Especial Abel Santamaría, localizada em Havana, é um exemplo do comprometimento de Cuba com a educação de alunos com deficiência. Yarnelys Bec Abalela, que chegou à escola aos três anos devido a uma catarata congênita que afetou sua visão, retornou à instituição após se formar como professora para lecionar a crianças que enfrentam desafios semelhantes.

Com 21 anos de experiência na escola, Bec atualmente atua como professora terapêutica para o quinto ano e ressalta a importância da educação que recebeu. “Graças ao que aprendi nesta escola, consegui me formar como professora”, declara.

Desafios da crise econômica

Apesar dos esforços históricos para preservar a educação especial, a instituição enfrenta uma crise econômica e energética severa, que se intensificou após o bloqueio energético imposto pelo governo Trump no início deste ano. Para manter as aulas, a escola tem realizado ajustes significativos, improvisando e exigindo sacrifícios tanto dos profissionais quanto das famílias.

Atualmente, a Escola Abel Santamaría atende 44 alunos com deficiência visual, provenientes de diferentes áreas de Havana. No entanto, a escassez de combustível levou a uma redução das aulas presenciais para quatro dias na semana, com atividades remotas sendo realizadas nas sextas-feiras. “Não é a mesma coisa ter aulas presenciais, com professores capacitados, e ter aulas com o auxílio de um familiar”, enfatiza a diretora da escola, Suramis Rodriguez Haberroff.

Interrupções no fornecimento de energia

As frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica, que podem ultrapassar 12 horas por dia, representam um desafio adicional. A falta de eletricidade impacta diretamente a aprendizagem dos alunos com baixa visão, que dependem de iluminação adequada. Quando a energia falta, os professores adaptam as atividades, levando os alunos para janelas ou pátios para aproveitar a luz natural.

A escola enfrenta ainda a falta de recursos básicos, como lupas, óculos e papel para Braille, além de equipamentos de escrita que estão obsoletos. De acordo com Beatriz Lopez Morales, diretora nacional de Educação Especial, Cuba possui apenas três centros regionais com impressoras Braille, mesmo havendo uma escola para alunos com deficiência visual em cada província.

Os educadores têm se esforçado para criar materiais de apoio, utilizando papelão e cola para confeccionar suportes para livros e guias que auxiliam os alunos com baixa visão a acompanhar as linhas de texto.

Com 330 escolas de educação especial no país, um relatório governamental indica que os prejuízos ao setor educacional no último ano superaram 70 milhões de dólares, quantia que o governo cubano atribui às sanções dos Estados Unidos. Enquanto isso, a Casa Branca defende que o embargo é uma medida de pressão ao regime comunista, e não ao povo cubano.

Na Escola Abel Santamaría, a dedicação dos professores em adaptar recursos e horários permanece firme. “É extremamente importante que essas escolas permaneçam abertas, pois oferecemos aos alunos a oportunidade de estudar, preparar-se e desenvolver as habilidades necessárias para a vida”, conclui Yarnelys Bec Abalela.

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