Arquivo de #SaúdeMental #Ciência #Genética - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/saudemental-ciencia-genetica/ Seu portal de notícias de Goiás Tue, 03 Mar 2026 13:43:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://dia1brasil.com.br/wp-content/uploads/2024/03/cropped-D1-32x32.webp Arquivo de #SaúdeMental #Ciência #Genética - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/saudemental-ciencia-genetica/ 32 32 Risco genético “mistura” transtornos e põe em xeque fronteiras da psiquiatria https://dia1brasil.com.br/risco-genetico-mistura-transtornos-e-poe-em-xeque-fronteiras-da-psiquiatria/ https://dia1brasil.com.br/risco-genetico-mistura-transtornos-e-poe-em-xeque-fronteiras-da-psiquiatria/#respond Tue, 03 Mar 2026 13:43:32 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=5117 Um estudo sueco gigantesco com mais de 2 milhões de pessoas concluiu que a herança familiar para transtornos mentais costuma ser menos “exclusiva” do que a clínica imagina — e, em vários diagnósticos, o risco genético parece mais amplo e compartilhado. A equipe liderada por Kenneth S. Kendler analisou registros nacionais da Suécia (pacientes e […]

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Um estudo sueco gigantesco com mais de 2 milhões de pessoas concluiu que a herança familiar para transtornos mentais costuma ser menos “exclusiva” do que a clínica imagina — e, em vários diagnósticos, o risco genético parece mais amplo e compartilhado.

A equipe liderada por Kenneth S. Kendler analisou registros nacionais da Suécia (pacientes e atenção primária) de nascidos entre 1950 e 1995 e calculou “escores de risco genético familiar” (FGRS), que estimam predisposição a partir do adoecimento em parentes de diferentes graus. Eles testaram nove condições: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão maior, ansiedade, TDAH, autismo, TEPT, uso de álcool e uso de drogas.

O resultado foi um “ranking” de especificidade genética (quanto do risco aponta para aquele diagnóstico, e não para outros). A esquizofrenia apareceu como a mais distinta, com cerca de 73% de especificidade. Na outra ponta, depressão maior (cerca de 41%), ansiedade (cerca de 39%) e transtorno por uso de drogas (cerca de 30%) tiveram perfis muito mais sobrepostos, sugerindo vulnerabilidades que atravessam categorias.

O estudo também indica que essa “especificidade” muda conforme a história clínica: início mais cedo, recorrência de episódios e o local de cuidado (hospital versus atenção primária) alteram o quanto o risco parece apontar para um transtorno específico.

Na prática, a leitura é dura para os manuais: parte do que chamamos por nomes diferentes pode ser expressão clínica de um risco genético mais geral — algo que conversa com a ideia do “fator P”, um pano de fundo comum da psicopatologia. A aposta agora é se isso ajuda a refinar pesquisa, prognóstico e escolhas de tratamento sem diluir diagnósticos que ainda orientam cuidado.

Órgãos científicos e grupos de pesquisa avaliam como transformar essa métrica em ferramenta útil sem virar “rótulo genético” apressado.

Fontes: Genomic Psychiatry (Genomic Press); EurekAlert!; News-Medical

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