Arquivo de Senado Federal - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/senado-federal/ Seu portal de notícias de Goiás Wed, 07 Oct 2026 12:18:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://dia1brasil.com.br/wp-content/uploads/2024/03/cropped-D1-32x32.webp Arquivo de Senado Federal - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/senado-federal/ 32 32 Senado discute proposta para acabar com a escala 6×1 e reduzir jornada de trabalho https://dia1brasil.com.br/senado-discute-proposta-para-acabar-com-a-escala-6x1-e-reduzir-jornada-de-trabalho/ https://dia1brasil.com.br/senado-discute-proposta-para-acabar-com-a-escala-6x1-e-reduzir-jornada-de-trabalho/#respond Wed, 07 Oct 2026 12:17:49 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=9137 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) um calendário de deliberação e votação em plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa abolir a escala 6×1 e reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo Alcolumbre, a decisão cumpre acordos políticos que havia pactuado com diversos […]

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) um calendário de deliberação e votação em plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa abolir a escala 6×1 e reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Segundo Alcolumbre, a decisão cumpre acordos políticos que havia pactuado com diversos senadores. Ele assegurou que o processo seguirá rigorosamente os trâmites regimentais, que preveem cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno da matéria. “Na prática, portanto, teremos cinco dias de debates ao longo desta e da próxima semana, até que a matéria seja votada possivelmente no dia 15 de outubro”, afirmou.

Compromisso com o rito constitucional

Em entrevista a jornalistas ao chegar ao Senado, Alcolumbre enfatizou a importância de respeitar o rito constitucional, evitando qualquer tipo de aceleração no processo. “O meu desejo é cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada. Teremos sessões de discussão na terça, quarta e quinta, e, se conseguirmos concluir as cinco sessões na próxima semana, do ponto de vista regimental, colocar pra sua deliberação em primeiro turno”, disse. Após a votação em primeiro turno, segundo Alcolumbre, serão necessárias novas três sessões de deliberação antes da votação em segundo turno.

Histórico da PEC e expectativas para a votação

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio e seguiu para o Senado. Em seguida, a base do governo na Casa tentou pautar a análise da proposta, mas Alcolumbre manteve o texto parado. Apenas em agosto, encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No início de setembro, a CCJ aprovou o fim da escala 6×1, mas Alcolumbre não levou o tema ao plenário, afirmando que a votação aconteceria após as eleições. Ele explicou ter decidido aguardar o fim do primeiro turno das eleições para não criar embaraço aos colegas durante o pleito. “Agora, passadas as eleições, que foram as demandas dos meus colegas senadores, podemos avançar”, ressaltou.

Para ser aprovada, a PEC precisa contar com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores, em dois turnos de votação. À imprensa, Alcolumbre demonstrou ser pessoalmente favorável à PEC. “Nesse dia, eu sei como eu vou votar. E cada um precisa estar preparado para, neste dia, no momento adequado, escolher com seu coração, com a sua consciência e a sua história, se vai votar a favor pelo fim da escala 6×1 ou se vai votar contra”, garantiu.

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Aumento da Representatividade Feminina no Congresso Nacional https://dia1brasil.com.br/aumento-da-representatividade-feminina-no-congresso-nacional/ https://dia1brasil.com.br/aumento-da-representatividade-feminina-no-congresso-nacional/#respond Tue, 06 Oct 2026 14:45:43 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=9041 A bancada feminina no Congresso Nacional alcançou números históricos nas eleições de 2026, marcando um avanço significativo na representação das mulheres. Na Câmara dos Deputados, o total de mulheres eleitas subiu de 90 para 109, resultando em um crescimento de 21%. Este aumento ocorre mesmo com uma redução no número de candidatas: em 2022, 3.317 […]

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A bancada feminina no Congresso Nacional alcançou números históricos nas eleições de 2026, marcando um avanço significativo na representação das mulheres.

Na Câmara dos Deputados, o total de mulheres eleitas subiu de 90 para 109, resultando em um crescimento de 21%. Este aumento ocorre mesmo com uma redução no número de candidatas: em 2022, 3.317 mulheres se candidataram a deputadas federais, enquanto em 2026, esse número caiu para 2.820, representando uma diminuição de 24%.

Novas Conquistas no Senado

No Senado Federal, doze mulheres foram eleitas entre as 54 vagas disponíveis, o maior número desde a redemocratização do Brasil. Em 2018, ano em que também houve a renovação de dois terços da Casa, apenas oito mulheres foram eleitas. Com essa nova composição, o total de senadoras aumentará de quinze para dezoito a partir do próximo ano.

O Brasil possui 81 senadores, cada um com um mandato de oito anos, e a cada quatro anos um terço ou dois terços da Casa é renovado. A partir de 2026, a representação feminina no Senado corresponderá a 22,2% das cadeiras, com o Distrito Federal sendo a única unidade da Federação a eleger três senadoras, enquanto o Piauí permanece como o único estado que nunca elegeu uma mulher para o Senado.

Desafios para a Equidade de Gênero

Apesar dos avanços, as mulheres ainda são minoria nas duas Casas Legislativas. Na Câmara, a bancada feminina representará 21% dos 513 deputados na próxima legislatura. A federação composta por PT, PCdoB e PV foi a que elegeu o maior número de mulheres, com 34 das 109 eleitas. No Senado, a proporção de senadoras subirá para 22,2% das 81 cadeiras.

As novas senadoras tomarão posse em fevereiro, com mandatos que se estenderão até 2035. A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Flávia Biroli, alerta que o aumento no número de parlamentares mulheres não garante, necessariamente, a promoção de políticas voltadas para a equidade de gênero. Ela ressalta que a diversidade de pensamento entre as mulheres eleitas pode resultar em visões que não são favoráveis à maioria feminina. “Você pode ter mulheres eleitas representando visões econômicas que são prejudiciais para grande maioria das mulheres”, afirmou Biroli, citando a senadora Bia Kicis como um exemplo.

Avanços e Retrocessos para Mulheres Negras

O número de mulheres negras eleitas também cresceu na Câmara, com pelo menos 15 deputadas negras eleitas para 2026, um aumento de 66,6% em relação a 2022, quando foram eleitas 9. Tainah Pereira, coordenadora política da organização Mulheres Negras Decidem, expressou otimismo com o aumento de mulheres jovens entre as eleitas, indicando uma renovação na liderança feminina e negra.

No entanto, a situação no Senado é preocupante. Das 12 senadoras eleitas, nenhuma se declarou negra. Eliziane Gama, que atualmente ocupa o cargo pelo Maranhão, não foi reeleita, e outras candidatas negras, como Mariana Silva e Benedita da Silva, também não conseguiram vencer suas disputas. Benedita da Silva foi a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira no Senado em 1998, mas até hoje apenas quatro mulheres negras foram senadoras.

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