Arquivo de setor produtivo - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/setor-produtivo/ Seu portal de notícias de Goiás Thu, 05 Nov 2026 12:31:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://dia1brasil.com.br/wp-content/uploads/2024/03/cropped-D1-32x32.webp Arquivo de setor produtivo - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/setor-produtivo/ 32 32 Setor produtivo manifesta descontentamento com Selic mantida em 13,75% ao ano https://dia1brasil.com.br/setor-produtivo-manifesta-descontentamento-com-selic-mantida-em-1375-ao-ano/ https://dia1brasil.com.br/setor-produtivo-manifesta-descontentamento-com-selic-mantida-em-1375-ao-ano/#respond Thu, 05 Nov 2026 12:30:53 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=10943 A manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, gerou forte reação entre representantes do setor produtivo. Entidades ligadas à indústria e ao comércio expressaram preocupação com os efeitos negativos sobre a economia, o acesso ao crédito, os investimentos e as contas públicas. O deputado […]

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A manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, gerou forte reação entre representantes do setor produtivo.

Entidades ligadas à indústria e ao comércio expressaram preocupação com os efeitos negativos sobre a economia, o acesso ao crédito, os investimentos e as contas públicas. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também se manifestou contra a decisão.

CNI pede redução dos juros

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão do Copom como errônea e excessivamente conservadora. Segundo a entidade, a manutenção dos juros altos encarece o crédito, o que prejudica tanto as empresas quanto as famílias e desacelera a atividade econômica.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu que cortes na taxa de juros devem ser retomados na próxima reunião do Copom, agendada para dezembro. “É possível continuar diminuindo os juros de forma a convergir a inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior do que o necessário para garantir a estabilidade dos preços”, afirmou.

A CNI também destacou o aumento do endividamento das famílias e a pressão sobre os custos de financiamento das empresas.

Apas ressalta impactos no consumo

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, enfatizou que os altos juros afetam o comércio, os serviços e a indústria, limitando o consumo e os investimentos. “É hora de o Banco Central adotar uma política monetária que equilibre o controle da inflação com o estímulo à atividade econômica”, declarou.

Queiroz também alertou que a taxa de juros elevada é um entrave ao crescimento econômico, prevendo uma expansão inferior a 2% para este ano.

Centrais sindicais criticam a decisão

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifestaram descontentamento com a manutenção da Selic. Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT, argumentou que a atual política monetária aumenta o endividamento e compromete os recursos públicos. “Com a Selic alta, a dívida do Estado cresce, restando menos recursos para áreas essenciais como saúde, educação e segurança”, apontou.

A Força Sindical também criticou a decisão, a qual considerou “irracional, nefasta e desastrosa”. O presidente da entidade, Miguel Torres, afirmou que os juros altos restringem o crédito, limitam a produção e afetam a geração de empregos.

Lindbergh Farias critica o mercado financeiro

O deputado federal Lindbergh Farias atribuiu a manutenção da Selic à pressão do mercado financeiro após as eleições presidenciais. “É inadmissível que, após a derrota de seu candidato, a Faria Lima passe a torcer contra o Brasil e use os juros como instrumento de pressão sobre o governo eleito”, declarou o parlamentar em suas redes sociais.

Para Farias, a decisão do Copom eleva os custos do crédito e sufoca a produção. Ele exigiu explicações do Banco Central sobre a interrupção do ciclo de cortes e defendeu investimentos em setores como indústria, ciência e infraestrutura.

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