Arquivo de urna eletrônica - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/urna-eletronica/ Seu portal de notícias de Goiás Sun, 04 Oct 2026 13:15:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://dia1brasil.com.br/wp-content/uploads/2024/03/cropped-D1-32x32.webp Arquivo de urna eletrônica - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/urna-eletronica/ 32 32 Trinta anos de urna eletrônica: uma revolução nas eleições brasileiras https://dia1brasil.com.br/trinta-anos-de-urna-eletronica-uma-revolucao-nas-eleicoes-brasileiras/ https://dia1brasil.com.br/trinta-anos-de-urna-eletronica-uma-revolucao-nas-eleicoes-brasileiras/#respond Sun, 04 Oct 2026 13:15:17 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=8901 As gerações mais jovens podem não ter vivenciado o processo eleitoral que envolvia a entrega de um papel com os nomes dos candidatos, a marcação manual e a inserção em uma urna de lona. Após a votação, os eleitores aguardavam dias para conhecer os resultados e os novos representantes, como deputados, senadores, governadores e o […]

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As gerações mais jovens podem não ter vivenciado o processo eleitoral que envolvia a entrega de um papel com os nomes dos candidatos, a marcação manual e a inserção em uma urna de lona. Após a votação, os eleitores aguardavam dias para conhecer os resultados e os novos representantes, como deputados, senadores, governadores e o presidente da República. Este ano, marca o trigésimo aniversário da introdução da urna eletrônica, um marco que transformou o sistema eleitoral brasileiro.

A urna eletrônica é considerada um motivo de orgulho nacional. Enquanto muitos países desenvolvidos ainda utilizam o voto em papel e enfrentam longos períodos de espera para a apuração, o Brasil é capaz de anunciar os resultados poucos horas após o fechamento das urnas, tudo isso através de um sistema eletrônico que é garantido como seguro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Histórico e evolução da urna eletrônica

As décadas de votação com cédulas de papel revelaram diversas vulnerabilidades. Os processos de apuração eram manuais, frequentemente levando dias e abrindo espaço para fraudes, como o famoso caso da “urna grávida”, onde cédulas já preenchidas eram inseridas antes do início da votação.

A transição para a urna eletrônica começou em 1995, com a colaboração de especialistas de várias instituições, incluindo as Forças Armadas e o Ministério da Ciência e Tecnologia. A estreia oficial da urna eletrônica ocorreu nas eleições municipais de 1996, quando foi apresentada como Coletor Eletrônico de Votos (CEV), embora esse nome não seja amplamente utilizado atualmente.

No início, o uso da urna eletrônica foi restrito a um teste parcial, mas a partir das eleições de 2000, todos os eleitores passaram a votar eletronicamente. Desde então, a urna tem passado por diversas melhorias, aumentando sua segurança e introduzindo novos recursos.

Entre as inovações, destaca-se a exibição da foto dos candidatos a partir de 1998, a implementação de cerimônias de lacração em 2002, e a auditoria do código-fonte a partir de 2004. Em 2006, foi iniciada a identificação biométrica, e em 2022, a capacidade de processamento da urna foi ampliada em 18 vezes, além da introdução de telas sensíveis ao toque.

Este ano, a urna eletrônica receberá novas atualizações, como a inclusão de um intérprete de Libras para auxiliar na compreensão dos votos, além de exibir informações sobre quantos dígitos são esperados para cada cargo.

Segurança e transparência

Um ano antes das eleições de 2026, o TSE abriu o acesso aos códigos-fonte da urna para auditoria por instituições autorizadas, como partidos políticos e órgãos de fiscalização. Esse processo de verificação ocorreu até setembro, quando os sistemas eleitorais foram lacrados.

O processo de votação é submetido a mais de 40 auditorias em diferentes etapas, garantindo a integridade e a segurança do sistema. A fiscalização abrange desde a abertura do código-fonte até a publicação dos resultados na internet, assegurando um processo eleitoral robusto.

Um aspecto importante da urna eletrônica é que ela não está conectada à internet, eliminando a possibilidade de ataques hackers ou fraudes via rede. Após o término da votação, os dados são armazenados de forma criptografada e protegidos por assinatura digital. O Boletim de Urna, que contém os resultados da seção eleitoral, é gerado e utilizado para a transmissão das informações ao sistema de totalização, que opera em uma rede exclusiva da Justiça Eleitoral.

Durante os trinta anos de utilização, não houve registro de fraudes comprovadas relacionadas à urna eletrônica na Justiça Eleitoral brasileira.

Uso da tecnologia em outros países

O Brasil não é o único país a adotar sistemas eletrônicos para a votação. Atualmente, ao menos 34 países utilizam ou já utilizaram essa tecnologia, sendo que 17 deles fazem uso de urnas eletrônicas em diferentes graus. Entre esses países estão França, Bulgária, Índia, Peru, México e alguns estados dos Estados Unidos.

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