sexta-feira, março 6, 2026

Tendência do “Fibermassing” promete melhorar a saúde intestinal, mas exige cuidados

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A nova tendência viral da internet, chamada fibermaxxing, incentiva o consumo máximo de fibras em todas as refeições, prometendo melhorar a saúde intestinal, controlar a saciedade, estabilizar a glicemia, reduzir o colesterol e prevenir cânceres. A prática reflete a mudança de foco das dietas ricas em proteína para a saúde digestiva e do cólon.

Porém, especialistas alertam para os riscos. Jennifer House, nutricionista no Canadá, explica que pessoas com síndrome do intestino irritável ou doenças inflamatórias, como Crohn, devem ter cautela. “Para quem sofre de constipação, aumentar a fibra de uma vez pode piorar o quadro”, afirma.

Quanto consumir?
As recomendações são: mulheres até 50 anos, 25 g por dia; acima dos 51, 21 g. Para homens, 30 g. “A maioria consome só metade disso”, diz House.

As fibras vêm de alimentos vegetais como legumes, frutas, grãos integrais, nozes e leguminosas — uma xícara de feijão pode ter até 19 g. Dietas ricas em carne e laticínios tendem a ter pouca fibra.

Benefícios e tipos.
As fibras ajudam na digestão, controlam glicemia e colesterol, dão saciedade e reduzem riscos de doenças cardíacas, diabetes e câncer de cólon. As solúveis, como as da aveia, regulam açúcar e colesterol; as insolúveis, das cascas e grãos, melhoram o trânsito intestinal. Já as prebióticas alimentam as bactérias benéficas do intestino, fortalecendo a imunidade e até o humor.

Riscos do excesso.
O aumento abrupto pode causar gases, inchaço, cólicas, constipação e reduzir a absorção de minerais. O ideal é subir a ingestão gradualmente, 3 a 5 g por semana, e beber ao menos 8 a 10 copos de água por dia.

Como começar?
Prefira alimentos integrais e varie as fontes ao longo do dia: aveia com frutas no café, legumes e grãos nas refeições e nozes ou pipoca nos lanches. Suplementos ajudam, mas não substituem uma dieta equilibrada.

Fontes: HuffPost, especialistas em nutrição e saúde digestiva

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