sexta-feira, março 6, 2026

Três mortes em Goiás reacendem alerta sobre fios soltos e descaso urbano

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Adolescente em Goiânia, criança em Anápolis e idosa em Rio Verde morreram após choques elétricos de cabos rompidos.

Nos últimos dias, Goiás registrou três tragédias ligadas a fios de energia e telecomunicações caídos nas ruas. Em Goiânia, uma jovem de 17 anos levou choque durante um temporal no Centro, quando um cabo de alta tensão se rompeu e ficou submerso na enxurrada. Em Anápolis, o estudante João Victor Gontijo Oliveira, de 10 anos, morreu após encostar em fio rompido na Vila Jussara. Já em Rio Verde, a idosa Eva Abadia da Cunha Martins, 65 anos, não resistiu após contato com um cabo energizado que soltava faíscas.

As concessionárias de energia alegaram, em parte dos casos, que os cabos eram de telefonia ou internet, mas especialistas lembram que a responsabilidade é compartilhada. O excesso de fios em desuso nos postes aumenta os riscos de acidentes, além de gerar poluição visual e comprometer a infraestrutura urbana.

Urbanistas e entidades cobram fiscalização mais rígida e planos de manutenção preventiva. Em Goiânia, já se discute projeto para criar um cadastro único de cabos ativos e inativos, obrigando concessionárias a retirar fiações abandonadas. Outra medida debatida é a fiação subterrânea em áreas centrais, solução de maior custo, mas considerada eficaz para reduzir riscos.

As mortes recentes expõem o vazio de políticas públicas e o desinteresse de autoridades em resolver um problema recorrente. Para moradores, cada fio caído representa ameaça à vida — e não apenas lixo urbano.

Fontes: G1 Goiás, O Popular, Diário de Goiás, Jornal Opção, Portal

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