O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (30) uma ordem executiva que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, antecipando em dois dias a medida que estava prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. A decisão afeta diretamente setores estratégicos da economia do Brasil, como agropecuária, mineração e indústria de base.
A assinatura ocorre em meio a tensões diplomáticas entre os dois países, agravadas por investigações comerciais abertas pela Casa Branca que alegam “concorrência desleal” e “ameaças à segurança nacional” por parte de exportadores brasileiros.
Setores afetados
Entre os produtos mais atingidos estão soja, milho, carnes, aço, alumínio e derivados industriais. Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras. Com a nova tarifa, analistas preveem uma queda significativa nas vendas externas, além de possível aumento do desemprego em cadeias produtivas ligadas à exportação.
O Palácio do Planalto avalia a medida como uma sanção política disfarçada de ação comercial, em meio à aproximação entre Trump e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo brasileiro tenta, nos bastidores, manter abertas as negociações comerciais sem ceder a pressões de natureza ideológica.
Reações e próximos passos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como “preocupante e prejudicial à competitividade brasileira”. O Itamaraty deve convocar reunião de emergência com setores produtivos e articula resposta na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Fontes: CNN Brasil, Bloomberg, Ministério das Relações Exteriores
