O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que autorizou operações clandestinas da CIA dentro da Venezuela. A revelação, publicada pelo New York Times, foi admitida pelo republicano em coletiva na Casa Branca e inclui a possibilidade de ações “letais” contra alvos ligados ao regime de Nicolás Maduro.
Trump afirmou que considera “ataques por terra” contra cartéis venezuelanos, alegando combate ao tráfico de drogas e à entrada de prisioneiros venezuelanos nos EUA. Questionado se a autorização inclui a remoção de Maduro, ele evitou resposta direta, mas confirmou o aval à agência de inteligência.
Em Caracas, a vice-presidente Delcy Rodríguez reagiu com discurso nacionalista, advertindo que “nenhum agressor ouse”, em referência aos EUA. No mesmo dia, Maduro ordenou exercícios militares em várias regiões do país, após a passagem de bombardeiros americanos B-52H pelo Mar do Caribe, interpretada como demonstração de força.
Analistas alertam para o risco de escalada. O general Guaicaipuro Lameda, exilado nos EUA, considera que Trump usa a retórica militar como instrumento de dissuasão. Já o cientista político José Vicente Carrasquero Aumaitre avalia que Washington vê o regime de Maduro como uma “ameaça direta” à doutrina America First e não descarta “operações de assassinato seletivo” conduzidas pela CIA.
A autorização reacende a tensão hemisférica e pode redefinir as relações diplomáticas entre Washington e Caracas, abrindo um novo capítulo de confrontação política e militar na América do Sul.
Fontes: The New York Times, Correio Braziliense, AFP.
