O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se colocar como candidato ao Prêmio Nobel da Paz de 2025, alegando ter mediado acordos que encerraram até “oito guerras”, incluindo o recente cessar-fogo em Gaza. Especialistas, no entanto, questionam suas credenciais, apontando que parte desses conflitos não teve participação direta dos EUA e que sua política externa manteve ações militares e tensões diplomáticas. O vencedor do Nobel será anunciado em 10.out.2025.
Com o cessar-fogo em Gaza e a promessa de ter “mediado a paz em oito guerras”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta se firmar como candidato ao Prêmio Nobel da Paz de 2025, que será anunciado em 10.out.2025. O republicano alega ter desempenhado papel central em acordos que envolveram Israel, Irã, Índia, Paquistão e até países africanos, embora muitas dessas mediações sejam contestadas por especialistas.
Trump afirma que seu plano de 20 pontos foi decisivo para o acordo entre Israel e Hamas, e cita cessar-fogos recentes na Ásia e na África como parte de seu “legado de pacificação”. Entretanto, analistas apontam que, além de ter participado de ataques militares recentes, o presidente ampliou tensões diplomáticas e adotou políticas agressivas em várias frentes, o que poderia pesar contra sua candidatura.
Apesar disso, líderes de países como Israel, Armênia e Azerbaijão o indicaram formalmente ao Nobel. A comissão norueguesa, contudo, mantém sigilo sobre os nomes avaliados. O resultado do prêmio poderá indicar se o comitê valorizará a diplomacia pragmática de Trump ou considerará suas ações militares incompatíveis com o espírito do Nobel da Paz.
Fontes: Al Jazeera, BBC, Reuters
