Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping chegaram nesta quinta-feira (30.out.2025) a um acordo comercial de um ano, encerrando meses de escalada tarifária e abrindo uma nova fase de diálogo entre as duas maiores economias do mundo.
O encontro ocorreu à margem da Cúpula da Apec, em Busan, na Coreia do Sul, e marcou a primeira reunião bilateral entre os dois líderes desde 2019.
Pelo acordo, a China suspenderá as restrições à exportação de terras raras, enquanto os Estados Unidos desistirão de aplicar tarifas de 100% sobre produtos chineses.
Trump também anunciou a redução de 20% para 10% da tarifa sobre produtos ligados ao fentanil, após Xi se comprometer a intensificar o combate ao tráfico do opiáceo sintético.
“Foi uma reunião incrível. A questão das terras raras está resolvida. Não há mais barreiras nesse ponto”, declarou Trump, afirmando que o pacto será reavaliado anualmente.
O presidente chinês, por sua vez, falou em “consenso para estabilizar as relações econômicas e proteger a economia global”.
O acordo também prevê a suspensão da ampliação de listas de empresas bloqueadas nos dois países e o congelamento de novas tarifas portuárias.
Apesar disso, especialistas avaliam que o pacto representa apenas uma trégua parcial, mantendo a maioria das barreiras existentes: as tarifas médias dos EUA sobre produtos chineses seguem em torno de 47%, e as da China sobre bens americanos, em 32%.
Mercados asiáticos reagiram com cautela, mantendo-se estáveis após o anúncio. Para analistas, o entendimento evita um colapso nas cadeias de suprimentos globais, mas não encerra a rivalidade estratégica entre Washington e Pequim.
Fontes: Al Jazeera, Reuters, BBC News, Agência EFE.
