Horas após anunciar um cessar-fogo entre Israel e Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou forte insatisfação com a quebra do acordo. Segundo fontes da Casa Branca, Trump fez uma ligação “firme e direta” ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticando o ataque de Israel a um radar ao norte de Teerã. O bombardeio ocorreu após alegações de que o Irã havia disparado mísseis contra território israelense.
Em meio à instabilidade do acordo, o governo americano enfrenta pressão no Congresso. Parlamentares democratas cobram mais transparência: “Trump deve os fatos ao povo americano”, disse o senador Richard Blumenthal (D-CT). Já o senador Dick Durbin (D-IL) alertou para os riscos do envolvimento: “É mais fácil entrar em uma guerra do que sair dela”.
No entanto, entre republicanos, Trump recebeu apoio. O deputado Buddy Carter (R-GA), que disputa uma vaga no Senado, anunciou que indicou o presidente ao Prêmio Nobel da Paz pela condução do conflito. Já o presidente da Câmara, Mike Johnson, relatou que Trump pediu diretamente a Netanyahu que evitasse retaliações contra o Irã.
Classificadas como cruciais, as reuniões reservadas no Congresso sobre o conflito foram adiadas. A sessão com os senadores foi remarcada para quinta-feira, enquanto a data da reunião com os deputados ainda não foi definida.
O cenário reflete o desafio diplomático que o governo americano enfrenta ao tentar evitar uma escalada militar entre dois de seus principais focos de atenção no Oriente Médio.
Fonte: CNN, Casa Branca, Congresso dos EUA
