Os partidos União Brasil e MDB recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar cassar a chapa de deputados estaduais do PL eleita em 2022. A ação, assinada por advogados ligados ao governador Ronaldo Caiado e ao vice Daniel Vilela, alega fraude na cota de gênero e uso de candidaturas fictícias. O recurso, protocolado em 6.out.2025, busca anular toda a nominata do partido comandado por Wilder Morais.
O pedido tenta reverter decisão do ministro Nunes Marques, que manteve a validade dos votos e rejeitou a denúncia por falta de provas. O MP Eleitoral já havia se manifestado pelo arquivamento, destacando que as candidatas Alessandra Carvalho e Patrícia Lima participaram de atos de campanha e inserções na TV e redes sociais.
A defesa dos governistas, liderada por Anna Vitória Caiado, sustenta que houve erro de fato no acórdão e destaca divergência no julgamento do TRE-GO, quando três desembargadores votaram pela cassação. Segundo o texto, o caso “demonstra fundamentos relevantes para o reconhecimento da fraude à cota de gênero”.
O deputado Eduardo Prado (PL) criticou o movimento, chamando-o de “sorrateiro” e contrário à tentativa de aproximação política com o governo. Já o deputado Paulo Cezar Martins minimizou o recurso, afirmando que recorrer é “papel normal de todo partido”.
O embate jurídico ocorre em meio às articulações para 2026, quando Daniel Vilela busca ampliar alianças e o PL avalia lançar Wilder Morais ao governo estadual.
Fontes: O Popular, TSE.
