Nesta sexta-feira (9.jan), países da União Europeia deram aval provisório ao acordo comercial com o Mercosul, após votação entre embaixadores do bloco em Bruxelas. A formalização deve ser confirmada por escrito ainda hoje, segundo relatos de diplomatas.
O avanço ocorre apesar da resistência de França e Irlanda, além de outros países que alegam risco de concorrência para o setor agrícola. Produtores europeus, sobretudo franceses, dizem temer importações mais baratas e questionam diferenças de exigências ambientais e sanitárias.
Na prática, o passo destrava a fase política para assinatura e, depois, para a etapa institucional: o texto ainda precisa de aprovação formal por ministros da UE e do Parlamento Europeu. A regra para avançar, na UE, passa por maioria qualificada (apoio de ao menos 15 países que representem 65% da população do bloco).
Para o Mercosul — e especialmente para o Brasil — o acordo pode ampliar acesso a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores e reduzir tarifas em setores industriais e agrícolas. O efeito real, porém, dependerá de salvaguardas, cotas e do ritmo de implementação, além da pressão interna de agricultores europeus nos próximos meses.
Fontes: Reuters, AFP, Financial Times.
