sexta-feira, março 6, 2026

Vacina contra COVID pode ter aumentado expectativa de vida de pacientes com câncer, diz estudo

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Pacientes com câncer de pulmão e de pele em estágio avançado que receberam uma vacina de mRNA contra a COVID-19 até 100 dias antes ou depois do início da imunoterapia viveram significativamente mais do que aqueles que não foram vacinados. A conclusão é de pesquisadores da Universidade da Flórida e do MD Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos.

Apresentado em 19.out.2025 no Congresso Europeu de Oncologia Médica (ESMO), em Berlim, o estudo analisou registros de mais de mil pacientes tratados entre 2019 e 2023. Entre os que receberam a vacina de mRNA, a sobrevida mediana aumentou de 20,6 para 37,3 meses nos casos de câncer de pulmão, e de 26,7 para até 40 meses nos casos de melanoma metastático.

Os cientistas acreditam que a vacina de mRNA pode ter “reprogramado” o sistema imunológico, potencializando a resposta da imunoterapia — uma estratégia já usada para que o organismo reconheça e combata as células tumorais. Testes em animais confirmaram que a combinação da vacina com imunoterápicos reduziu o crescimento de tumores resistentes.

Embora os resultados sejam observacionais e ainda exijam comprovação em ensaios clínicos, os autores consideram o achado um marco rumo a uma possível “vacina universal contra o câncer”. Se confirmada, a descoberta pode abrir caminho para novos tratamentos que ampliem a sobrevida de pacientes com tumores avançados.

Fontes: European Society for Medical Oncology (ESMO), Universidade da Flórida, MD Anderson Cancer Center.

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