sexta-feira, março 6, 2026

Vacina contra Herpes Zoster fica fora do Sus: custo pesou na decisão

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Nesta segunda-feira (12), o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial a decisão de não incorporar, por ora, a vacina contra herpes zoster no SUS, após recomendação desfavorável da Conitec.

A comissão reconheceu evidências de benefício do imunizante, mas apontou que o preço inviabiliza a estratégia pública no formato avaliado. O pedido analisado previa oferta para idosos a partir de 80 anos e imunossuprimidos acima de 18, mas o impacto estimado chegaria a R$ 5,2 bilhões em cinco anos, considerando o teto de fornecimento. A Conitec registrou que, mesmo com proposta de R$ 403,30 por dose, a vacinação só seria custo-efetiva com valor em torno de R$ 75,75.

Nos bastidores técnicos, a sinalização é de que a porta não está “fechada”: a própria deliberação indica possibilidade de reavaliação se houver mudança de preço ou novos elementos de evidência e negociação.

O herpes-zóster (cobreiro) ocorre quando o vírus da catapora (varicela-zóster) “reativa” no organismo, algo mais comum com o avanço da idade e em pessoas com imunidade comprometida. A vacina citada no processo é aplicada em duas doses, com intervalo de cerca de dois meses.

Na prática, a prevenção segue baseada em orientação médica individual, controle de fatores de risco e, para quem pode, acesso ao imunizante na rede privada. Em caso de suspeita de zóster (dor localizada e lesões), buscar atendimento rápido faz diferença no controle do quadro e das complicações.

Fontes: Diário Oficial da União (Portaria MS-SCTIE nº 3, de 08.01.2026); Conitec/Ministério da Saúde; BVS SES-SP (IELS nº 07, 12.01.2026).

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