Um casal de turistas de Mato Grosso afirma ter sido agredido na Praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE), após contestar a cobrança por cadeiras/guarda-sol: o valor teria mudado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso. O vídeo do tumulto viralizou e puxou uma discussão maior: até onde vai o “serviço na areia” e quando começa o abuso?
O episódio expôs queixas recorrentes de frequentadores em destinos turísticos: abordagem insistente, “captadores” de clientes, preços pouco transparentes e tentativas de condicionar o uso de estrutura à consumação. Pelo Código de Defesa do Consumidor, impor consumação mínima ou atrelar aluguel de itens a compra pode configurar venda casada e vantagem excessiva.
Na reação oficial, a Prefeitura de Ipojuca disse repudiar o caso e informou apuração e medidas de ordenamento. O Governo de Pernambuco afirmou que reforçou ações de segurança na área e que a investigação identificou envolvidos para responsabilização.
Todo verão o tema volta porque o “vácuo” é estrutural: regras pouco visíveis, fiscalização irregular e disputa por espaço na faixa de areia viram combustível para conflito — e o prejuízo cai no turismo e na segurança do banhista. Sem padronização mínima (preço exposto, áreas livres garantidas e fiscalização contínua), a promessa de “providências” tende a virar só mais uma nota.
Fontes: CNN Brasil; Diario de Pernambuco; Metrópoles.
