Depois de semanas de pressão sobre o Banco Master, o foco político agora se desloca para o Congresso. A defesa de Daniel Vorcaro confirmou que ele pretende ir ao Senado e que não ficará apenas ouvindo discursos de senadores — quer falar e responder publicamente.
Pelo calendário informado, Vorcaro deve ser ouvido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em 24.fev (terça-feira), às 10h, e também na CPMI do INSS em 26.fev (quinta-feira), após reagendamento a pedido dos advogados.
O movimento tem leitura política clara: ao se expor no Senado, o banqueiro tenta disputar narrativa num caso que já envolve perícias da PF, sigilo judicial e uma cadeia de vazamentos seletivos. Para senadores, é a chance de transformar o caso em vitrine de fiscalização — e, para o governo, um risco de o tema virar arena de polarização e pressão por CPI mais ampla.
A presença de Vorcaro, porém, não resolve o essencial: o que vale, no fim, é o que estiver formalizado nos autos e nas provas periciadas. No Senado, a briga é por reputação e opinião pública; na Justiça, é por materialidade.
Agora, o próximo passo é saber se a CAE convocará mais nomes e quais documentos serão exigidos antes dos depoimentos de 24 e 26.fev.
Fontes: Senado Federal; CNN Brasil; Reuters.
