quinta-feira, março 19, 2026

Wilder aposta no voto bolsonarismo para tentar superar Marconi

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Nos bastidores da pré-campanha em Goiás, a conta feita por aliados de Wilder Morais passa por um raciocínio direto: se Daniel Vilela já aparece hoje como nome mais sólido para o segundo turno, a vaga restante pode virar disputa aberta entre o senador do PL e o ex-governador Marconi Perillo.


A leitura ganhou força após a nova pesquisa Real Time Big Data, que mostra Daniel com 34%, Marconi com 24% e Wilder atrás, empatado com Adriana Accorsi em alguns cenários mais amplos ou na faixa de dois dígitos, mas ainda distante dos dois primeiros.
Dentro desse cálculo, a equipe de Wilder aposta menos no retrato atual e mais no potencial de crescimento de uma candidatura identificada com o bolsonarismo.


A tese é que, numa campanha mais acirrada, o voto ideológico de direita pode voltar a se concentrar no PL e empurrar o senador para cima, especialmente se houver entrada mais ativa em torno do nome de Jair Bolsonaro no debate estadual. É uma estratégia que mira confronto direto com Marconi, não com Daniel, a princípio.


O raciocínio não surge do nada. Em 2024, o campo bolsonarista mostrou capacidade de mobilização em Goiânia e em cidades do interior, ainda que com resultados desiguais. Fred Rodrigues chegou ao segundo turno na capital, mas acabou derrotado depois. O que os wilderistas tentam extrair dali é menos o resultado final e mais a velocidade com que esse eleitorado pode se agrupar quando sente chance real de disputa — é um voto em bloco que decide a menos de 15 dias antes do pleito.


O obstáculo é que Wilder ainda parte de um patamar baixo nas pesquisas e enfrenta uma rejeição maior que a de Daniel. Já o vice-governador combina liderança, base ampla e o peso político de Ronaldo Caiado, cuja gestão tem aprovação de 82%, segundo o mesmo instituto. Isso ajuda a explicar por que, hoje, a vaga mais protegida parece ser a do MDB.


No resumo da pré-campanha, a aposta de Wilder é clara: transformar identidade bolsonarista em voto útil. O problema é que, para isso funcionar, ele precisa crescer rápido o bastante para tirar Marconi da condição de principal nome da oposição antes que o cenário se consolide.

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