O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou como “a melhor” a reunião que teve nesta segunda-feira (18) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro, realizado meses após a tensa reunião de fevereiro, foi descrito como caloroso e marcado por gestos de aproximação.
Vestindo terno de estilo militar, Zelensky chegou pouco depois das 13h e, no Salão Oval, discutiu com Trump os rumos da guerra contra a Rússia, já em seu terceiro ano. A conversa incluiu a análise de um mapa detalhando os territórios controlados por Moscou no leste ucraniano. “Mostrei ao presidente muitos detalhes no campo de batalha. Obrigado pelo mapa, é ótimo”, disse Zelensky.
Após a reunião privada, sete líderes europeus se uniram ao encontro. O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou que “nas últimas duas semanas houve mais progresso para encerrar a guerra do que em três anos e meio”. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, atribuiu a Trump a nova disposição russa para dialogar, ressaltando que “algo mudou”.
Zelensky também indicou que gostaria da presença de Trump em uma futura reunião direta com Vladimir Putin, reforçando a ideia de uma mediação norte-americana. Trump, por sua vez, declarou que “a decisão final só pode ser tomada por Zelensky e pelo povo da Ucrânia, em acordo com Putin”, mas confirmou que ligaria ao líder russo após o encontro.
A reunião contou ainda com a presença de líderes da Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Finlândia, Comissão Europeia e OTAN. Para analistas, o encontro buscou mostrar unidade entre EUA e Europa, ao mesmo tempo em que abre espaço para negociações de paz com Moscou.
Fontes: AP, Reuters, Washington Post
